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A favor[]

  • Como esporte, apresenta relação com a saúde, estimulando o exercício físico e contribuindo para o lazer mental.
  • Se encarado sob seu aspecto técnico, pode ser um hábil exercício para o pensamento estratégico.
  • Diverte seus expectadores, sendo considerado paixão por grande parte dos brasileiros.
  • Serve como passatempo e, em alguns casos, como motivação, principalmente para pessoas que têm neste esporte muitas vezes um de seus raros momentos de lazer e emoção.
  • Por ser uma área de conhecimento bastante popular, serve como motivo para conversas, apresentando assim caráter integrador e democrático, uma vez que não exige demasiado conhecimento formal.
  • Serve como hobbie para alguns.
  • Movimenta a economia (mercado de produtos esportivos e outros), gerando lucros, empregos e investimentos.


Sites[]

Futebol e economia:

http://www.santacruz.br/v4/download/janela-economica/2012/06-a-economia-do-futebol-e-as-oportunidades-da-copa-de-2014.pdf

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,futebol-do-brasil-e-o-6-mais-rico--do-mundo-,1039424,0.htm

http://fgvprojetos.fgv.br/sites/fgvprojetos.fgv.br/files/794.pdf


Do filósofo André Martins:

http://globoesporte.globo.com/futebol/noticia/2013/08/filosofo-diz-que-futebol-nao-e-mais-opio-do-povo.html

Contra[]

  • É um esporte bilionário, sendo manipulado por seus controladores. Quando reduzido ao aspecto mercadológico, perde sua característica lúdica, artística e criativa.
  • Poderíamos dizer que estimula a desigualdade social, pois extrai recursos financeiros de uma população em sua maioria de classes baixas, redirecionando os recursos a alguns poucos que formam a elite do esporte.
  • Pode ser prejudicial quando chega às vias do fanatismo, a ponto de promover brigas, discussões, lesões corporais ou morte.
  • Serve como mecanismo favorecedor de alienação quanto aos problemas sociais.
  • A visão por parte de crianças e adolescentes de jogadores de sucesso, a grande maioria sem uma formação escolar adequada, pode estimular o desinteresse pela educação, iludindo os indivíduos sob a perspectiva de que se pode conseguir sucesso e dinheiro sem muito esforço, ou sem precisar ir à aula ou estudar, apenas jogando futebol.


Sites[]

Pesquisa na internet

Expressão "odeio futebol" no Google: 55.300 resultados em 03/07/2013

Mesma expressão sem aspas: 3.990.000 em 03/07/2013


Alguns resultados:


http://euodeiofutebolsim.blogspot.com.br/

http://alienado.com.br/porque-odeio-futebol/

http://futebosta-antifutebol.blogspot.com.br/2011/03/comentario-postado-na-comunidade-eu.html

http://palanque-prontofalei.blogspot.com.br/2008/12/odeio-futebol.html

http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20090415061836AAx6nTV

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/donna/noticia/2010/06/moacyr-scliar-odeio-futebol-2942312.html

http://pensamentosquaseperfeitos.blogspot.com.br/2012/12/as-vezes-eu-odeio-futebol.html

http://www.estadocronico.com.br/2010/04/para-quem-nao-gosta-de-futebol.html

http://oultrabadernista.blogspot.com.br/2009/11/porque-eu-odeio-futebol.html

http://www.cartacapital.com.br/sociedade/pelo-direito-de-nao-gostar-mais-de-futebol

http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20080602073143AAocxys

http://www.elesnaovalemumapipoca.com/search/label/odeio%20futebol

http://www.controversia.com.br/blog/o-futebol-e-suas-razoes-de-estado/

Citações da internet[]

A FUTEBOLIZAÇÃO DA CULTURA ENTRE CRIANÇAS E JOVENS ESCOLARES

Rodrigo Koch - UERGS/ULBRA

Resumo: Este artigo é parte de minha pesquisa de mestrado em Educação e tem por objetivo discutir implicações da cultura do futebol no espaço escolar. Dados coletados e apontamentos analíticos parciais indicam a forte presença desta cultura no cotidiano de crianças e jovens estudantes, estabelecendo novas marcas culturais e criando necessidades de consumo; não só, mas principalmente, com a contribuição da mídia e da mercantilização da vida.

http://www.ucs.br/etc/conferencias/index.php/anpedsul/9anpedsul/paper/viewFile/926/880


Jogador francês analisa educação brasileira

Em 2006, na Copa do Mundo de futebol, na Alemanha, com a Itália campeã, o atacante da França Thierry Henry (hoje no Barcelona) em horas de intervalo, deu uma entrevista para a imprensa que ficou famosa para os intelectuais - principalmente educadores e sociólogos - brasileiros. Thierry, solicitado a comentar sobre a qualidade dos jogadores brasileiros, falou com a categoria de quem entende pessoalmente do assunto. Tierry analisou: "Os brasileiros jogam bem porque não vão à escola; passam 12 horas batendo bola desde crianças o dia inteiro, todos os dias." Está aí um retrato bem plausível para entender o Brasil. [...]

http://bobmartins.blogspot.com.br/2010/03/jogador-frances-analisa-educacao.html


"Bem-vindo ao Congo". E daí?

Juca Kfouri

QUE O GERENTE de imprensa do Comitê Olímpico norte-americano fez uma brincadeira infeliz ao chegar ao Brasil e escrever "Bem-vindo ao Congo" é fora de discussão.

[...] Se ele tivesse escrito "bem-vindo à França", também haveria reações patrióticas?

As perguntas cabem porque, na Copa da Alemanha, o francês Thierry Henry declarou que a habilidade natural do brasileiro para o futebol se deve à falta de escola. "Os brasileiros jogam futebol desde que nascem. Nós tínhamos de ir à escola das 8h às 17h e, quando pedíamos permissão à mãe para jogar, ela dizia não. Eles jogam das 8h às 18h, então em algum momento a técnica aparece", arrematou o craque.

E muita gente se ofendeu por aqui, embora seja inegável a verdade que, desafortunadamente, a frase contém. Ou estamos felizes com o padrão educacional brasileiro e temos nossas crianças bem atendidas na rede escolar, seja a pública, seja a particular? Ou não é verdade que um dos poucos meios de ascensão social para a garotada excluída é o futebol, ou a música, ou, por pouco tempo, o tráfico de drogas? [...]

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk0907200727.htm.


Atacante inglês se surpreende com bom futebol de garotos no RJ e assume que eles saíram da escola cedo

Jermain Deofe credita o bom futebol dos brasileiros à falta de educação escolar

1 de Junho de 2013

Não é novidade. Infelizmente. O francês Thierry Henry já afirmou que jogador brasileiro é bom porque não estudou. Ia para a rua jogar bola ao invés de ir à escola. Jermain Defoe, jogador de 30 anos do Tottenham Hotspur e da seleção inglesa que está no Rio de Janeiro para o amistoso entre Brasil e Inglaterra nesse domingo (02), afirmou a mesma ideia.

“De vez em quando estou dirigindo perto de casa e passo pelo parque e vejo crianças jogando bola, e eles são muito bons. Mas é diferente por aqui (no Rio de Janeiro). Muitas crianças saem da escola muito cedo e quando eles estão fora, pegam a bola muito cedo e apenas jogam futebol. Vai ajudar a desenvolver um futebolista se você andar com a bola do seu lado na maioria dos dias, você vai melhorar”, analisou.

A declaração foi divulgada pelo jornal inglês The Sun, neste sábado (01). Defoe e outro atacante inglês, Theo Walcott estiveram em um evento com crianças e jovens de até 24 anos ao lado dos tetracampeões Jorginho e Bebeto. [...]

http://virgula.uol.com.br/esporte/futebol/atacante-ingles-se-surpreende-com-bom-futebol-de-garotos-no-rj-e-assume-que-eles-sairam-da-escola-cedo


EU ODEIO FUTEBOL, SIM !!!

A cada quatro anos, é possível ver por todos os lados demonstrações de "patriotismo" e amor pelo Brasil, como pessoas usando roupas com as cores da bandeira verde-amarela-azul-branca, bandeirinhas de festas juninas verde-amarelas, propagandas enfatizando o país, etc. Neste período, a mídia explora à exaustão a maneira como o povo brasileiro "ama" seu país...

Mas o que impressiona é o fato de que toda esta demonstração de carinho pela pátria tem seus dias contados [...] Como é possível que tantas demonstrações de carinho e patriotismo possam sumir de uma hora pra outra? A resposta, caro leitor, é mais simples do que se imagina.

E para explicá-la, apenas três expressões bastam:

FUTEBOL, COPA DO MUNDO e ALIENAÇÃO.

[...]

Não é de hoje que a paixão pelo FUTEBOL tem levado milhões de brasileiros à mais profunda ALIENAÇÃO perante os problemas do país.

No site www.planetaeducacao.com.br, o educador João Luís Almeida Machado relata de maneira resumida como o governo da ditadura militar utilizou os eventos da COPA DO MUNDO de 1970 para manter o povo "distraído", conseguindo com isso o distanciamento do povo a respeito de assuntos "subversivos", como liberdade de expressão, desaparecimento de presos políticos, oposição ao regime, e outros.

O lema do governo no início dos anos 70 era "Brasil: Ame-o ou deixe-o". Também era utilizado o termo "Pra Frente, Brasil!", que virou até título de filme.

Provavelmente, nem os jogadores, nem a equipe técnica e nem o próprio futebol foram culpados por serem usados nesta sujeirada toda. Mas o que irrita mesmo é que, por incrível que pareça, nos dias de hoje, com toda a liberdade de expressão, o mesmo problema acontece. Apenas o foco é outro, mas de certa forma, os nossos governantes se aproveitam da situação de ALIENAÇÃO do povo para obter mais tranquilidade em suas ações. Afinal de contas, quem é que se preocupa com uma crise política, social ou econômica, quando as mesmas acontecem às vésperas, durante e até depois de uma COPA DO MUNDO de FUTEBOL? [...] O FUTEBOL é a paixão do brasileiro. Nada mais "lucrativo" e "conveniente" do que exibir a COPA DO MUNDO de FUTEBOL em rede nacional. Com isso, se vende... com isso se encobrem fatos... e com isso se engana.

Fonte do texto sobre a ditadura e o futebol: http://www.planetaeducacao.com.br/new/colunas2.asp?id=392

FUTEBOL : MAU EXEMPLO DE EDUCAÇÃO x EXCELENTES SALARIO$

No mesmo site citado ( http://www.planetaeducacao.com.br/new/colunas2.asp?id=568 ), comenta-se sobre os males que o FUTEBOL pode trazer à educação de crianças e adolescentes, mais precisamente na época da COPA DO MUNDO. Através do consumo desenfreado de produtos relacionados ao FUTEBOL, a mente dos alunos pode se tornar dispersa dos estudos. Aliado a isso está a liberação das aulas por parte das escola nos dias de jogos.

Uma estatística gritante revela que os próprios jogadores, em sua maioria, não representam um bom exemplo quando o assunto é educação. Foi constatado em uma pesquisa realizada em 2002 pelo Laboratório de Psicologia do Esporte do Departamento de Educação Física da UFPE que 72,4% dos jogadores não possuíam o ensino fundamental completo.

Pode ser que a pesquisa não represente fielmente o comportamento dos jogadores do país como um todo, por ter coletado uma amostra local de atletas, além de ter se limitado a jogadores que ganham pouco e enfrentam vários problemas para se manter. Mas é notória a baixa escolaridade de muitos jogadores, que inclusive, possuem salários na faixa dos milhares de reais por mês.

Com tudo isso, fica a questão: vale se esforçar para estudar? Ou é melhor começar a treinar, aprender a jogar FUTEBOL e ganhar milhões de reais por ano?

Vale lembrar que, enquanto os professores e os médicos, duas das mais importantes e úteis profissões existentes, são contempladas com salários da ordem dos 510 e 3000 reais respectivamente, um jogador de projeção apenas nacional pode ganhar até 100 mil reais por mês.

[...]

Em uma matéria sobre um jogo entre o Sport Clube do Recife e o Grêmio, veiculada em uma emissora de TV de Pernambuco, um rapaz que estava na fila de ingressos foi abordado por uma repórter sobre o fato de ele estar ali, naquele local, naquele momento, quando no mesmo instante, sua esposa estava na maternidade prestes a dar a luz ao seu filho. A resposta foi imediata: "... ele vai nascer rubro negro e vai se juntar a mim, com certeza!!!". Talvez pelo fato de ser mulher, ou até mãe, a repórter não se conteve e comentou sobre como a ALIENAÇÃO pelo FUTEBOL pode prejudicar a vida de uma pessoa.

[...]

O patriotismo que as pessoas dizem possuir na época da COPA DO MUNDO de FUTEBOL é na realidade um falso sentimento, provocado pela ALIENAÇÃO à qual são submetidas, através da ilusória idéia de que, ao torcerem pelo time do Brasil, estão exercendo seu papel de cidadãos brasileiros.

[...]

Fonte: http://euodeiofutebolsim.blogspot.com.br/


Porque odeio Futebol

[...] Morando em um país onde os seus habitantes praticamente vivem para o futebol, sou bastante discriminado por não apreciar o esporte, chegando até a dizerem que sou antipatriota.

Conversando com a Jessie do blog Mineira Sem Freio no MSN, ela falou uma frase que para mim, se encaixa perfeitamente nesse post. A frase foi a seguinte:

“Se as pessoas lutassem pelos seus direitos da mesma forma como torcem pelos seus times, o Brasil não estaria a merda que está hoje.”

Vejam bem, as pessoas brigam pelos seus times, algumas chegam até a matar. Ficam super irritadas quando seu time perde, e diversos outros fatores. Agora quando o governo rouba o dinheiro que são deles, quando são discriminados, vítimas de preconceito, agredidas gratuitamente pelas pessoas que deveriam estar ali para protegê-las, nada fazem.

A mensagem que deixo a vocês, caros leitores, é: quando irão parar de brigar por coisas fúteis e começar a brigar por algo que realmente vale a pena?

Fonte: http://alienado.com.br/porque-odeio-futebol/


Comentário postado na comunidade "Eu Odeio Futebol"

Os brasileiros vivem dizendo que vivemos numa democracia, mas quando o assunto é futebol, logo se esquecem disto. [...]

Na verdade, quem gosta REALMENTE de futebol são apenas 40% da população. A maior parte é induzida a gostar. [...]

E quem não gosta é abandonado pela mídia e autoridades que nunca se esforçam em oferecer alternativas de lazer. É aquele esquema: "aprenda a gostar de futebol ou se mate".

Quem não curte futebol apenas não curte. É bom que o futebol exista. Como esporte, como meio de divertimento, apenas. O que é péssimo é o fato - infelizmente real - de que ele é utilizado como principal instrumento de manipulação popular. Futebol realmente hipnotiza, quem gosta, abandona tudo para se dedicar ao esporte.

Dissociar o futebol do patriotismo e da obrigação social é indispensável para que o fanatismo do futebol acabe e que esse esporte possa ser curtido pelo que ele é de fato: um mero esporte.

A verdadeira obrigação social deveria ser respeitar as diferenças de aparência, gostos, ideias e costumes. Mas sobre isso, ninguém pensou.

Fonte: http://futebosta-antifutebol.blogspot.com.br/2011/03/comentario-postado-na-comunidade-eu.html


Odeio futebol

[...] Eu sei que toda pessoa tem direito à religião e ao time preferido... mas eu não consigo entender por que existe tanta rivalidade entre torcedores, mesmo que seja só brincadeira! "Pô, seu time tá indo pra segunda divisão, hein?" "É, mas pelo menos nós somos heptacampeões do Mundial Interclubes!"

(E aí cabe o seguinte comentário: como assim, "nós"? Eu não tava lá jogando; como é que eu tomo como minha a vitória dos outros???)

Fora o dinheiro gasto com fogos de artifício, bandeiras, camisetas etc. Que graça tem sair com uma camiseta de time na rua? O tecido dela é desconfortável -- pelo menos para mim. Você corre um risco de encontrar alguém mais babaca que você (ou uma gangue de mais babacas que você) e ficar sem a camiseta -- talvez até sem alguns dentes. Qual a emoção de soltar fogos de artifício? Seu time ganhou uma partida em Quixeramobim e lá vai você, feliz morador de São Paulo, soltar fogos. Eles estão te ouvindo? Acho que não, hein? Então pra quê? Só pra estressar a cachorrada (e, muitas vezes, as crianças) da vizinhança? [...]

Fonte: http://palanque-prontofalei.blogspot.com.br/2008/12/odeio-futebol.html


Yahoo Respostas:

Eu odeio futebol, e você?

Nossa, tem um menino da minha sala super fanatico por futebol, vai em todos os jogos, fica cantando o hino do time dele, vai com uniforme, enfim aquela palhaçada toda. Não sei pra que isso, sendo que os proprios jogadores não estão nem ai pra time. Se o time adversario aumentar 5 REAIS o salario dele, ele muda de time na mesma hora, eles não estão nem ai pra time, nem pra torcida, o que querem é ganhar dinheiro. Agora, como eu não sou idiota, não vai ser nas minhas custas, que eles vão ganhar dinheiro.


Melhor resposta - Escolhida pelo autor da pergunta:

Eu também kkkkkkkkkkk Odeio Futebol ♥♥


Outras respostas:

Eu compreendo você.

Não é o ESPORTE o que te incomoda: é o formato que não te seduz. De um lado o puro MERCANTILISMO. De outro o FANATISMO em sua plenitude.

Lembra um pouco a política partidária. Tu vota num determinado candidato por ele pertencer ao partido X, só que ele se muda depois de eleito para o partido Y.

Meu gosto pelo futebol é um gráfico com altos e baixos. Mais baixos do que altos. Quando vejo um bando de pessoas correndo atrás de outro, praticando a violência gratuita, me envergonho.

Quando vejo um ser humano rindo do seu semelhante, provocando, pelo simples fato do seu time de preferência haver perdido um jogo, também sinto vergonha de gostar de algo que é usado para a provocação, para atos pequenos, diria até de covardia. Rir de um amigo não é uma atitude condizente de um sujeito que se diz evoluído.

Mas, infelizmente é assim que se comporta o mundo. Ao menos boa parte dele.

Gostar, admirar é uma coisa. Fanatismo é outra.

Fanatismo só gera violência e desta o planeta já está lotado.

Um abraço e tudo de bom.

PS: Esta é a minha opinião, em respeito às demais.

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Bom dia!

Sou que nem vc! Odeio Futebol,porque eu acho esse esporte muito violento e também incentiva muitos torcedores a fazer prática de violência nos estádios pra ver se o time joga bem,joga mal...resultado,acontece uma rebelião e o pior é que os narradores não estão nem aí...eles começam a narrar também a briga que esta no meio de campo. Eu não acho graça desse esporte e pra nenhum time eu torço...uns falam q eu deveria torcer pro São Paulo,outros pro Corinthians...disso eu já cansei e cheguei na conclusão que eu não torço pra ninguém e que meu gosto não é futebol!!!

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Estamos juntos nessa colega.... odeio futebol,odeio essa palhaçada toda de ficar rebatendo a ofença do outro contra seu time... meus amigos dizem que eu devia gostar de futebol já que é uma coisa bem brasileira e "coisa de homem"...que seja..futebol é uma chatice e num to nem, ai...digam que quiser eu odeio futebol....

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É o que eu vivo falando pro meu marido, "fica ai sofrendo, gastando dinheiro com futebol, o que vc ganha com isso? so eles, q cada dia estao + ricos" + ele nao me ouve, fazer o q neh?! tenho q aturar afinal tenho q respeitar, gosto é gosto.

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Eu também não gosto, nada contra quem goste, é que eu particularmente não curto mesmo futebol.

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você tem direito de não gostar , como eu tenho direito de não gostar de handebol nem de queimado

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Odiar não odeio, mas tbm não sou de acopmpanhar muito

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Eu idem. Abraço.

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Eu também não gosto, não assisto de jeito nenhum.

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Tb não gosto não e admiro homens q não se interessam por esse esporte fanático.

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não esta sozinho nesta eu também odeio

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eu odeio muitooo

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Eu tambem


Fonte: http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20090415061836AAx6nTV


Moacyr Scliar: Odeio futebol

No Brasil, o futebol é uma paixão nacional. Por causa disso, tendemos a pensar que todo mundo gosta desse esporte.

Pois não é bem assim. Em busca de opiniões a respeito, contra ou a favor, ocorreu-me entrar no Google e digitar duas palavras: "Odeio futebol". Façam isso, e vocês obterão nada menos de 288 mil referências. Ou seja, há muita gente que não é exatamente fã do chamado esporte bretão. E essas pessoas chegam até a se associar para expressar seu desagrado. Descobrimos que Odeio Futebol é o nome de uma "comunidade criada como resposta à Ditadura Futebolística aonde (sic) somos bombardeados diariamente e principalmente nos finais de semana, elevando (sic) a qualidade televisiva a um grande lixo. Somos obrigados desde o nascimento a gostar de futebol, se não gostamos somos excluídos.

Dizer que futebol é patrimônio do Brasil é uma grande imbecilidade, o patrimônio deveria ser a Educação e a qualidade de vida. Chega de Pão e Circo!" E a proclamação termina com uma frase de Millôr Fernandes: "O futebol é o ópio do povo e o narcotráfico da mídia". A comunidade "Odeio futebol" nos faz lembrar a Liga Contra o Futebol, fundada pelo grande escritor Lima Barreto em 1919. Para ele, o esporte era coisa do colonialismo inglês, uma atividade racista (de fato, jogadores negros foram eliminados da seleção que em 1921 foi jogar na Argentina). [...]

Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/donna/noticia/2010/06/moacyr-scliar-odeio-futebol-2942312.html


às vezes eu odeio futebol.

perde-se muito tempo da vida atrás de notícias do time. perde-se muito tempo da vida discutindo com amigos queridos o que nunca terá consenso. perdem-se muitos deles. é difícil aceitar as provocações. é difícil controlar as provocações. [...] por perder o sono. por perder a fome. por viver aquilo como se não houvesse amanhã. e sempre há. sol sempre nasce. pela palpitação. pela falta de ar. pelos cigarros. pela comida em excesso. pelas dores no corpo. [...] futebol, te odeio tanto...

Fonte: http://pensamentosquaseperfeitos.blogspot.com.br/2012/12/as-vezes-eu-odeio-futebol.html


[...] O que faz de um sujeito palmeirense, sã paulino, botafoguense ou flamenguista? Provavelmente a pergunta autoriza várias respostas. Todas que escutei, até hoje, foram explicações meramente personalíssimas, do estilo, “porque meu pai torceu para esse time” ou, o contrário absoluto, “porque meu pai torceu para o outro time” (olha o Freud aí!). Nada mais racional que, efetivamente, justificasse a atração por esta ou aquela equipe. Ótimo, assim eu posso escolher o time que vou torcer de maneira quase aleatória, sem justificativas, certo? Não, porque uma vez torcedor de uma equipe, o sujeito veste um estereótipo, como se vestisse a camisa do clube. Não existe mais o Carlos, autor do Estado Crônico, mas o Carlos, cruzeirense. E o melhor é que a definição do que vem a ser “cruzeirense” escapa de sua alçada. É dada por uma massa disforme e anônima.

[...] Entendo, claro, porque o futebol é tão popular. Trata-se de um processo dialógico, no qual o sujeito procura sua individualidade buscando, contraditoriamente, participar de um grupo. Por outro lado, não consigo entender como tantas pessoas caem nessa roubada e se empolgam por um mecanismo que, claramente, só faz explorar a paixão do torcedor. Afinal, para que tantos jogos e campeonatos se são sempre os mesmos times a disputá-los? No fim, tudo vira óleo para azeitar as engrenagens do mercado. Mas, vamos esquecer deste assunto porque é ano de Copa do Mundo!

http://www.estadocronico.com.br/2010/04/para-quem-nao-gosta-de-futebol.html


PORQUE EU ODEIO FUTEBOL

[...] O torcedor, em 95% dos casos, é uma pessoa doente por si só, e sua relação para com quem ele torce é uma relação de amor e ódio. Se o time ganha, comemora com fogos de artifício. Se perde, quer logo soltar uns tiros pra cima do “time do coração”, quando não quer partir para a agressão física, pois para o torcedor não basta xingar a mãe do jogador, que não tem culpa do filho ser um filho da puta (ou será que tem? Hum... algo a se pensar...); ou seja, é praticamente um casamento não correspondido, onde um espera que o outro faça na mesma medida, senão mais. [...] Muitos dos músicos mais famosos são, por conseqüência, ricos, milionários. Sim, ele também tem seus “luxos”, mas ele também ajudam uma porrada de gente. Exemplos: Elton John com sua Elton John Aids Foundation, que auxilia em pesquisas para a cura da Aids, e Jimmy Page, que tem uma ONG aqui no RJ, somente para citar alguns. “Ah porra, o dinheiro é do cara, ele faz o que quiser com ele!” Tudo bem, concordo que ele pode fazer o que quiser com o dinheiro. Só não venha esfrega-lo na porra da minha cara, ostentando um dinheiro que [...] que eu e você ajudamos a botar no bolso dele, indo aos jogos e comprando camisetas, bandeiras, bonés, fraldas e o escambau. Eu nem tanto, porque não compro nada, mas porra, deu pra entender. Outro ponto: a imagem que o jogador passa. A meu ver, é a mais pura personificação da ignorância e da alienação que já calçou um par de chuteiras. A imagem que passam é: “Olhe! Eu era pobre e agora sou rico! Você também pode ser rico e sem precisar exercitar o cérebro! Eu nunca li um livro na vida e muito menos sei tabuada, mas olhe quanto dinheiro eu tenho, e olhe quantas vadias eu já comi! Tudo isso porque eu sou um jogador de futebol! Se eu consigo, você também consegue!” [...] A imagem de um jogador de futebol, dentro da nossa sociedade, é a de um herói, um semi-deus, principalmente para a população pobre. “Como eu sou burro, podre e fudido, ou eu viro jogador de futebol, ou eu viro traficante!” Já ouvi essa frase em salas de aula. Acreditam nisso? Pois sim, é possível ouvir esse tipo de asneiras, e chega a doer, quando me lembro disso. Os jogadores não só insultam a minha inteligência como pessoa, como também distorcem a realidade dos jovens pobres de nosso país. Como pode uma coisa dessas? Jogadores de futebol são tudo e mais um pouco do que há de pior no mundo: criaturas que tem a chance de contribuírem para a sociedade, mas que não o fazem, seja por egoísmo, burrice, ou o que for. Eu sinto vergonha de fazer parte de uma sociedade tão obcecada por futebol. VERGONHA! Futebol, Carnaval e cerveja são os maiores males de nosso país. A ignorância é, de fato, uma benção, principalmente aqui, no Brasil. Ouso mudar um jargão popular para finalizar esse texto: O pior cego não é aquele que não quer ver; o pior cego é aquele que vê, mas prefere ignorar. Vergonha. VERGONHA!

http://oultrabadernista.blogspot.com.br/2009/11/porque-eu-odeio-futebol.html


Pelo direito de não gostar (mais) de futebol - artigo da Carta Capital

[...] Descontentamento com a mediocridade e o mercenarismo de muitas cepas de jogadores. Frustração com a conversão do futebol em negócio, muito mais que em esporte e arte. Irritação com o banditismo das quadrilhas de cartolas que vampirizam o futebol. Violência e estupidez de muitas torcidas organizadas. Tudo isso, junto, explica meu afastamento das arquibancadas [...]

O que desejo aqui é, apenas, convidá-lo a pensar brevemente sobre a relação que temos com o esporte. Uma relação, muitíssimas vezes, exagerada, irracional, doentia, conflitante, contraditória, preconceituosa e até violenta. Uma coleção de adjetivos que confirmam a tese de Roberto da Matta, o Pelé da Antropologia Cultura brasileira, para quem o futebol “traz à tona as várias tensões sociais de um povo”.

A verdade é que se leva o futebol a sério demais no Brasil e, em seu santo nome, cometem-se as maiores barbaridades. Há muitos anos, pertenço ao insólito time dos 43% de brasileiros que não gostam de futebol, segundo pesquisa feita em 2008 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Como se vê, a paixão pelo esporte está longe de ser unanimidade nacional. Mas um segmento expressivo da imprensa e da sociedade insiste em ignorar isso. Faz de conta que não existimos.

[...] Dia desses, ouvi, em uma reunião de família, que tinha de convencer meu filho a escolher um time de futebol do coração para garantir que ele seja incluído socialmente. Perdoe-me se estiver errado, mas o que inclui uma pessoa socialmente é sua capacidade de interagir bem com seres humanos - algo que se dá por sua inteligência, cultura, bom humor, bondade. Coisas, enfim, que não tem a ver necessariamente com futebol.

[...] Há algo de muito errado no futebol. Mas, diferente do que pensamos, o problema vai muito além das quatro linhas do campo.

http://www.cartacapital.com.br/sociedade/pelo-direito-de-nao-gostar-mais-de-futebol


“Como Eles Roubaram o Jogo”: em preto no branco, tudo aquilo que a gente ouve falar da Fifa, mas não tem muito onde pesquisar

[...] Eu recomendo “Como Eles Roubaram o Jogo – Segredos dos Subterrâneos da Fifa”, de David Yallop, a meus amigos e a todos aqueles que acompanham futebol ou esportes em geral.

Assim fica mais fácil entender certas coisas aparentemente absurdas e/ou sem sentido que envolvem a preparação da Copa de 2014 no Brasil. Da mesma forma que ocorreu nos preparativos das Copas de 2010, 2006, 2002, 1998, 1994…

Após a leitura do livro, até o mais inocente fã de futebol vai ter a certeza de que o jogo sujo no esporte mais popular do planeta vai muito além de uma partida disputada debaixo de temporal num campo de terra.

http://opiniaododavid.wordpress.com/2011/05/02/futebol-%E2%96%BA-como-eles-roubaram-o-jogo-em-preto-no-branco-tudo-aquilo-que-a-gente-ouve-falar-da-fifa-mas-nao-tem-muito-onde-pesquisar/

Entrevista com Hilário Franco Júnior (historiador)[]

[...] “O futebol é uma manifestação tribal, antropológica, de sociedades de todos os cantos do mundo há muito tempo”, diz. [...] Pesquisador da École des Hautes Études en Sciences Sociales, seu negócio, por lá, é história medieval. Trabalha com o maior especialista do mundo na matéria, Jacques Le Goff.

[...]

O que o senhor achou da caravana de políticos brasileiros que foi a Zurique para ouvir a confirmação do Brasil como sede da Copa de 2014?

O futebol hoje é business, espetáculo e aparências. Essa caravana, embora desnecessária, faz parte dessa lógica. Desnecessária porque se sabia qual seria a revelação da Fifa, já que o Brasil era o único candidato para sediar a Copa. Mas justamente o fato de ser o único candidato esvaziava o impacto da oficialização. Para recuperar esse impacto, que interessa a muitos, montou-se essa cena toda.

A CPI do futebol apontou diversas irregularidades das entidades que comandam o esporte no Brasil. Mas os governos mantêm uma boa relação com elas . Por que há tanta tolerância com a corrupção no futebol?

[...] O Brasil tem uma história de tolerância que países mais críticos não têm. Por ser o futebol um produto tão popular, os políticos tentam se aproximar dessa fonte de popularidade e não medem o grau ético do mundo dos cartolas.

O futebol continua servindo de trampolim para carreiras políticas?

[...] essa aproximação não é mais tão direta e, por isso mesmo, ela é mais problemática – para não dizer mais perigosa. Isso porque essas alianças acontecem nos bastidores, em negociações escusas. Há indícios que nos permitem deduzir que o casamento política-futebol continua bastante forte.

[...] O futebol é uma estrutura pouco democrática em todos os seus níveis. Tanto na Fifa quanto nas confederações nacionais, nas federações estaduais e nos clubes. Os presidentes de clubes, no cargo há anos, elegem os presidentes das federações estaduais, que, por sua vez, elegem o presidente da CBF. E os estatutos permitem a reeleição continuada. É quase um poder monárquico.

Não existe oposição?

Sim, existe. Mas sistemas pouco democráticos são tão fortes que conseguem cooptar ou abafar os oposicionistas. Na Copa de 2014, por exemplo, a CBF vai manobrar as federações estaduais com a possibilidade de um Estado ter ou não cidade-sede. A partir daí, veremos uma enorme troca de favores que reproduzirá o que acontece no Congresso brasileiro. A política do é-dando-que-se-recebe acaba por dizimar a oposição, que não consegue aliados suficientes para derrubar o poder instituído.

A Fifa é comparada à ONU quanto à abragência de seus filiados. Que poder ela tem para além do futebol?

A Fifa reúne 208 países e, portanto, movimenta direta e indiretamente bilhões de reais todo ano e envolve milhões de pessoas no mundo. Ela acaba sendo uma instituição que, embora voltada para um único esporte, tem um poder de influir em uma série de setores. A Fifa tem uma atuação mais ativa do que a da própria ONU, que tem um sistema interno razoavelmente democrático. Quando se percebe um absurdo qualquer em algum país, não se entra de um dia para o outro ali. Há um processo de discussões que acaba amarrando a ONU. A Fifa não tem nada de democrático. Por isso, ela tem agilidade para interferir no que lhe parece importante. Nesse paralelo, guardadas as proporções, sente-se mais no cotidiano das pessoas o papel da Fifa do que o da ONU.

A relação entre clubes e jogadores também é algo que beira a disciplina militar. Afinal, não há espaço para a democracia no futebol?

Há um grupo de países, do qual o Brasil faz parte, em que a gestão dos clubes não é democrática. As presidências dos times são passadas quase de pai para filho. Ficam sempre na mão do mesmo grupo. [...]

[...] O presidente da Fifa pediu que não fizéssemos a CPI do Corinthians para não atrapalhar a Copa. Atrapalhar em quê? Em dois anos, essa CPI se resolveria e não teria nada a ver com o evento. Um prazo longo pode servir de pretexto, tipicamente brasileiro, para empurrar as coisas com a barriga.

Por falar em CPI, não é estranho que o futebol puna aquele que vai à Justiça comum contra as decisões de suas entidades controladoras?

O futebol tomou uma dimensão que o levou a criar quase um mundo paralelo. Houve um choque muito importante com a decisão da Corte Suprema Européia no caso da Lei do Passe. Um jogador desconhecido de um time pequeno da Bélgica entrou na Justiça “comum” (uma terminologia pejorativa usada no mundo do futebol para definir a única justiça que existe) para dizer que se sentia cerceado em seu direito de trabalhar, já que o clube não queria negociar seu passe. Mas as instituições não têm coragem de ir à Justiça comum, porque correm o risco de ser desfiliadas da Fifa.

[...] o futebol dá uma cidadania internacional a certos países que não têm direito a ela por vias, digamos, mais nobres. Países que não têm uma produção científica, uma história longa, uma contribuição reconhecida internacionalmente acabam aparecendo via futebol.

[...] O nacionalismo brasileiro surge do nada perto da Copa e desaparece depois da Copa, tendo o Brasil ganhado ou perdido.

[....] A essência do futebol é enganar o outro. Como uma sociedade pode funcionar baseada nesse preceito?

[...] Os políticos usam futebol e carnaval como instrumentos. Não podemos dar um diagnóstico fechado, mas, num país onde essas duas manifestações são os eventos mais importantes, isso dá uma pista, sim, sobre o caráter nacional. Somos muito bons na arte de representar e de enganar. O problema é que isso nos leva a mentir para nós mesmos e, assim, a não fazer um plano de nação.

[...]

http://www.controversia.com.br/blog/o-futebol-e-suas-razoes-de-estado/

Corrupção no Futebol[]

Palavra de ordem na FIFA: “Não pense! Divirta-se!”

O que o jornalista escocês Andrew Jennings, o inglês David A. Yallop, o alemão Thomas Kistner e o brasileiro Juca Kfouri têm em comum? São dos poucos que se recusam a seguir a ordem corporativa dos que lucram com a ignorância alheia e a explícita manipulação das massas.

Outra coisa que os une: suas denúncias não fazem a menor diferença para os torcedores do mais lucrativo (e religioso) esporte do mundo.

“Na primeira semana de dezembro de 1997, a corte do Rei-Sol chegou a Marselha.

Os acólitos da corte, os secretários, os assistentes, os assessores, os encarregados da segurança, corriam por toda parte. Entre os membros da corte reinava sempre grande ansiedade quando o ‘Grande Monarca’ estava por perto, especialmente quando ele concedia audiência pública. Nessa ocasião, a imprensa mundial mostrava-se ainda mais respeitosa que de hábito. Nenhum jornalista queria correr o risco de ter acesso negado ao torneio que o Rei-Sol havia planejado para o verão seguinte.

Ele se considerava o homem mais poderoso do mundo. Era o chefe da maior religião do planeta e as cerimônias no verão seguinte seriam acompanhadas na televisão por uma plateia acumulada de 40 bilhões de espectadores. Mais de seis vezes a população mundial.

[...] – Peço-lhes perdão, senhoras e senhores. Mas vou ter que atender a um telefonema do presidente Chirac.

Presidentes. Reis e rainhas. Chefes de Estado. Primeiros-ministros. Ele conhecia todos os líderes mundiais. Sua Santidade, o papa, concedera-lhe várias audiências. O Rei-Sol tinha uma ideia muito clara de seu lugar na ordem mundial.

- O senhor se considera o homem mais poderoso do mundo?

A maioria dos homens, ao ouvir essa pergunta, ficaria sem jeito para responder. [...] O Dr. João Havelange, presidente da Fédération Internationale de Football Association - FIFA -, não opôs objeções e certamente não riu.

- Estive duas vezes na Rússia, convidado pelo presidente Yeltsin. Visitei a Polônia e conversei com seu presidente. Na Copa do Mundo de 1990, realizada na Itália, estive três vezes com o papa João Paulo II. Quando vou à Arábia Saudita, o rei Fahd me recebe de forma esplêndida. O senhor acha que um chefe de Estado teria tanto tempo assim para uma pessoa comum? Isso é respeito. Essa é a força da FIFA. Converso com todos os presidentes, mas eles conversam também com um presidente de igual status. Eles têm seu poder e eu tenho o meu: o poder do futebol, que é o maior poder existente na Terra.

Essa é a versão de “sim” de Havelange.

[...] O papa talvez seja o titular de uma das maiores religiões do mundo, ao passo que ele, Havelange, dirige uma religião que é piedosamente seguida por mais de um quinto da população do planeta. [...] O movimento financeiro anual do futebol alcança 255 bilhões de dólares. [...] Há mais países filiados à minha organização do que às Nações Unidas.”

YALLOP, David A. Como eles roubaram o jogo: segredos dos subterrâneos da FIFA. Rio de Janeiro: Record, 1998, p. 9-10.

Há 13 anos o jornalista escocês Andrew Jennings comprou uma guerra com a mais poderosa instituição esportiva do mundo, a Federação Internacional de Futebol (Fifa). Em 1998, ele começou a investigar as relações entre empresas e dirigentes da Fifa. Descobriu eleições compradas, manipulação de resultados de jogos e negociatas para a escolha de países-sede da Copa do Mundo. Reuniu tudo em um livro, recém-lançado no Brasil: Jogo Sujo, o mundo secreto da Fifa. [...]

ÉPOCA – O que há de errado com a Fifa?

Jennings [...] O futebol é uma paixão, e a paixão cega. Esses crápulas que dirigem a Fifa enriquecem às custas do dinheiro da paixão. Todo o sistema das grandes confederações do esporte está contaminado. A corrupção está lá. [...]

ÉPOCA – De que modo eles agem nos bastidores?

Jennings – A Fifa dá, no mínimo, US$ 250 mil por ano para cada país investir em futebol. Na Europa esse dinheiro é irrelevante. Mas pense no Congo. Mauritânia. Tailândia. Esse dinheiro nunca é auditado. Por mais de 30 anos eu investiguei máfias, corrupção policial, corrupção política e crime organizado. Eles são amadores comparados com o que se faz na Fifa. Os líderes da Cosa Nostra enrubesceriam se soubessem das negociatas que rolam em Zurique.

ÉPOCA – É assim que esse poder é mantido?

Jennings – Blatter diz que é eleito de maneira democrática. Não há nada que mereça ser chamado de democracia na Fifa. [...] Aquilo que elege Blatter e Havelange é um congresso de federações que, por ironia, eles chamam de parlamento. São mais de 600 delegados, 2 ou 3 por país, com 208 países. [...] O que vemos no parlamento da Fifa são os pequenos ratos agradecendo ao rato-chefe pelo estilo de vida de magnatas que levam. [...]

[...] Meu livro é baseado em dez anos de investigação sobre a Fifa e apresenta uma série de documentos: as relações escusas entre os dirigentes da Fifa e empresas patrocinadoras e de marketing, a conivência com a venda de ingressos para cambistas, a cooptação de novas federações pelo mundo, as propinas para sediar a Copa. [...]

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI229655-15228,00-ANDREW+JENNINGS+A+MAFIA+E+AMADORA+COMPARADA+A+FIFA.html

[...] Entre 2006 e 2010, através de três documentários produzidos pela BBC, Jennings desvendou o maior propinoduto da história dos esportes, de aproximadamente U$ 100 milhões, envolvendo a agência de marketing esportivo ISL e a Fifa.

Para “Brasil em Jogo”, coletânea de artigos sobre o impacto dos megaeventos esportivos no Brasil, que a editora Boitempo está lançando, o jornalista britânico escreveu um texto intitulado “A máfia dos esportes e o capitalismo global”, no qual procura relatar os bastidores do poder e os impactos da mercantilização do futebol à luz das grandes corporações que o patrocinam.

O artigo dialoga com “Um jogo cada vez mais sujo”, lançado recentemente pela Panda Books, em que Jennings compõe um retrato do universo dos cartolas do futebol. [...]

“[...] Na Alemanha foi diferente, lá eles não conseguiram tirar muito. O que estamos dizendo é que agora a Fifa entrou  em dois países com uma ditadura, onde não existe votação popular. Qatar e Russia. Onde eles assinam qualquer coisa a respeito de impostos, que é o que vocês chamam no Brasil de ‘as leis da Fifa’. [...]”

http://blogdomorris.blogfolha.uol.com.br/2014/06/03/lula-entregou-seu-pais-para-um-bando-de-malandros/

Em entrevista publicada na Edição 602 de CartaCapital, em junho de 2010, Jennings fala dos escândalos da Fifa e a participação de Ricardo Teixeira

[...] Um dos melhores na Inglaterra, isso é testemunhado por décadas de colaboração com os principais jornais britânicos e a BBC. [...] é o pesadelo de Sepp Blatter e da Fifa, aos quais dedicou um livro, Foul! The Secret World of Fifa: Bribes. Vote-rigging and Ticket Scandals (em livre tradução, Falta! O Mundo Secreto da Fifa: Subornos, Compra de Votos e Escândalos com Ingressos), publicado em 2006.

CartaCapital: Por que o senhor é o único jornalista do mundo com acesso proibido nas entrevistas à imprensa com Blatter?

Andrew Jennings: Porque há anos procuro em vão ter respostas do chefe da Fifa sobre corrupção e propinas, baseado em muitos documentos “confidenciais”. Com muita probabilidade cansou-se de não responder e preferiu condenar-me ao ostracismo, o que de certa forma me deixa orgulhoso. Quer dizer que mister Blatter tem medo das minhas perguntas.

CC: Em quanto importa, segundo o seu parecer, a quantia das propinas pagas pela Fifa nos últimos 20 anos?

AJ: Segundo estimativa do tribunal de Zug, na Suíça, o valor, limitado apenas aos anos 90, é estimado em aproximadamente 100 milhões de dólares. Todo esse dinheiro acabou nos bolsos dos funcionários esportivos que estavam sob contrato, quase todos eles com a Fifa.

CC: Quando o senhor começou a recolher as primeiras provas da corrupção?

AJ: Trabalhei durante anos sobre o tema corrupção na Fifa, juntamente com um colega alemão. As nossas suspeitas eram fortíssimas, mas não tínhamos provas porque a ISL, a sociedade que geria antes o marketing e em seguida os direitos de tevê da Fifa, era uma companhia fechada. Impossível receber informações transparentes sobre suas operações de balanço. Todavia, quando faliu de forma fraudulenta, seus livros contábeis foram colocados à disposição dos curadores falimentares, bem como dos tribunais. E foijustamente nos tribunaisque tivemos a confirmação,com provas, daquilo que suspeitávamos, mesmo se a realidade superava a nossa imaginação.

CC: A corrupção na Fifa como e quando começou?

AJ: Em 1976, o então presidente da entidade, o britânico Sir Stanley Rous, foi deposto. Ninguém podia corromper Stanley. Em seu lugar entrou o brasileiro João Havelange, que era muito corrupto. Foi ele quem inaugurou o “sistema”, recebendo propinas via ISL. [...]

http://www.cartacapital.com.br/politica/a-fifa-hoje-se-parece-com-a-mafia-segundo-o-jornalista-ingles-andrew-jennings

Com ajuda de testemunha-chave, FBI investiga corrupção na cúpula da Fifa

28/03/2013

O FBI – polícia federal dos Estados Unidos – está investigando a corrupção da Fifa. A notícia foi divulgada ontem, em uma reportagem da agência Reuters. [...]

Segundo a reportagem da Reuters, uma peça-chave na investigação é Daryan Warner, filho mais velho de Jack Warner, ex-presidente da Concacaf e ex-vice-presidente da Fifa. Daryan está sob custódia em Miami e tem cooperado com as investigações.

[...] Segundo Jennings, as investigações do FBI devem ir além do caso de 2011. O jornalista afirma que enviou documentos e gravações aos federais que tratam de outros temas. Segundo Jennings, “O Comitê Executivo da Fifa está em apuros”. O britânico afirma ainda que há investigações em curso sobre tráfico de influências e lavagem de dinheiro no futebol.     

http://espn.uol.com.br/noticia/319408_com-ajuda-de-testemunha-chave-fbi-investiga-corrupcao-na-cupula-da-fifa

O Rei-Sol se põe - Adeus, cartola

O ESTADÃO - 11/12/11

Como aqueles parlamentares que renunciam ao cargo para escapar da cassação, o megacartola Jean-Marie Faustin Goedefroid de Havelange entregou seu posto no Comitê Olímpico Internacional para dele não ser expulso, também por malfeitorias. [...] É possível que o peso da idade (95 anos) esteja afinal dobrando o acerado empresário da bola, mas a promessa de que o conselho de ética do COI arquivaria o caso de uma antiga maracutaia na Fifa se ele entregasse o crachá sugere outra coisa.

Após anos e anos de suspeitas e investigações, em 2008 um tribunal suíço apontou Havelange como beneficiário de um pagamento ilícito da ISL, a empresa falida que cuidava dos contratos de publicidade e transmissões de TV da Fifa, no valor de US$ 1 milhão. Fazia então dez anos que ele deixara a presidência da Fifa, seu feudo durante um quarto de século. [...]

Àquela altura completara também uma década da publicação de Como Eles Roubaram o Jogo, devassa dos subterrâneos da Fifa feita pelo britânico David A. Yallop, aqui editada pela Record. Eram 365 páginas de escândalos envolvendo as elites do futebol, grandes corporações, canais de televisão, paraísos fiscais e empresas especializadas em marketing e tráfico de influências - o trivial da corrupção AAA. O livro há muito se esgotou, o que é uma pena, pois continua sendo o mais suculento balanço da mafiosa atuação dos próceres esportivos acobertados pela Fifa. [...]

[...] A Fifa estava impedindo a divulgação de um documento que revelava quais de seus dirigentes haviam sido forçados a devolver o equivalente a US$ 6,1 milhões de propinas, como parte de outro acordo para encerrar uma investigação criminal na Suíça. Um juiz do cantão de Zug determinou a divulgação, mas Blatter evitou-a para não atrapalhar sua reeleição como presidente da Fifa, poucas semanas depois. Procurados pelo programa, dois dirigentes na berlinda, Havelange e seu ex-genro Ricardo Teixeira, do Comitê Executivo da Fifa e presidente da CBF, nem se deram o trabalho de dizer "no comments".

Há sempre uma eleição atrapalhando a transparência nos negócios do futebol. Havelange safou-se de prestar contas pelos US$ 6,6 milhões desaparecidos sem deixar vestígio dos cofres da CBD (a antiga encarnação da CBF, presidida por ele de 1958 a 1974) para que sua campanha eleitoral à presidência da Fifa pudesse correr sem atropelos.

Geisel, o general que então governava o País, fez vista grossa para um relatório confidencial e secreto sobre os desvios e os prejuízos financeiros (mais de US$ 10 milhões) causados pela Minicopa de 1972 aos cofres da CBD e autorizou a Caixa Econômica Federal a tapar o buraco, mas escolheu para suceder a Havelange o almirante Heleno Nunes, irmão do almirante Adalberto Nunes, inimigo de Havelange. Este, espertamente, ajustou-se à planificação esportiva do almirante, construindo 13 estádios em cidades grandes e pequenas para arrumar votos para a Arena, o partido do governo, entre 1969 e 1975.

[...] sua campanha eleitoral à presidência da Fifa deve ter custado entre US$ 2 milhões e US$ 3 milhões, já incluída a viagem de dez semanas por 86 países à cata de apoios. [...]

[...] Se atraiu muitos aduladores, maior foi o número de inimigos que acumulou ao longo da carreira, no Brasil e no exterior. Sua maior nêmesis nestas paragens, o jornalista Juca Kfouri, teve a credencial para a Copa de 98 contestada por causa de suas críticas ao Rei-Sol.

Aliás, quando das conversas para sediar aquele Mundial, o presidente francês Jacques Chirac nem pigarreou antes de acusar Havelange de "suborno". [...] Depois do poente, o eclipse?

http://alias.estadao.com.br/noticias/geral,o-rei-sol-se-poe-adeus-cartola-imp-,809495

Outras notícias:

FBI investigates secret payments to Fifa whistleblower

http://www.independent.co.uk/sport/football/news-and-comment/fbi-investigates-secret-payments-to-fifa-whistleblower-2337260.html

World Cup - FIFA await FBI investigation over 'corrupt 2022 payments'

https://uk.eurosport.yahoo.com/news/football-fifa-await-investigation-outcome-104446029--sow.html

Alguns livros sobre futebol (Por ser um esporte com bilhões de torcedores, certamente deve haver uma grande procura por parte desses pela literatura relacionada especializada):

FIFA MÁFIA - O LIVRO NEGRO DOS NEGÓCIOS DO FUTEBOL

Fifa Máfia é um livro polémico que aborda o poder dentro do mundo do futebol [...] Descreve os truques e as conspirações através dos quais se deslocam direitos lucrativos, se extorquem subornos financeiros, se paga a colaboradores e se atribuem cargos.

Relata as investigações do FBI e da Interpol em volta do futebol e dos campeonatos mundiais. Fala das campanhas eleitorais menos transparentes, de prémios dos campeonatos do mundo de futebol pouco claros, de patrocinadores desamparados e da dúbia relação entre o futebol e o poder político.

O premiado jornalista alemão, Thomas Kistner, investiga há mais de 20 anos as atividades criminosas em torno da FIFA. Este livro é o resultado dessa pesquisa. Convincente na sua análise, é a página negra desta organização intergovernamental global, que nunca antes foi escrita.

http://www.sbs.com.br/fifa-mafia-o-livro-negro-dos-negocios-do-futebol.html

ANDRADE, Sérgio (arapuã) de. O futebol dos imbecis e os imbecis do futebol.

FOER, Franklin. Como o Futebol Explica o Mundo. (Original: How Soccer Explains The World)

GALEANO, Eduardo. Futebol ao sol e à sombra.

GIULIANOTTI, Richard. Sociologia do Futebol - Dimensões Históricas e Socioculturais do Esporte das Multidões.

GURGEL, Anderson. Futebol S/A - A economia em campo. Editora Saraiva.

GUTERMAN, Marcos. O futebol explica o Brasil.

KFOURI, Juca. Por que não desisto - futebol, dinheiro e política.

KFOURI, Juca et al. Cartão vermelho - os bastidores do esporte.

KISTNER, Thomas. FIFA Máfia: o livro negro dos negócios do futebol.

KUPER, Simon; SZYMANSKI, Stefan. Soccernomics. Editora: Perseus Books Group. (original: Soccernomics)

JENNINGS, Andrew. Jogo Sujo - o Mundo Secreto da Fifa.

JENNINGS, Andrew. O Jogo Cada Vez Mais Sujo.

MOURA, Paulino Rolim de. O Livro Negro do Futebol. 1970.

SILVA, Carlos Alberto Figueiredo da. Racismo no futebol. 2006, 101 p.

YALLOP, David. Como eles roubaram o jogo. Editora Record, 1998. (original: How they stole the game)

Vários autores. Brasil Em Jogo: O Que Fica Da Copa e das Olimpiadas? Boitempo; Carta Capital.



Outros sites[]

http://futebolferroviario.blogspot.com/2013/01/por-que-futebol-ferroviario-futebol.html

http://janio.sarmento.org/fanaticos-por-futebol-voces-sao-despreziveis.html

http://jornaldehoje.com.br/fanatismo-por-futebol-amor-ou-doenca/

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